(47) 3520-6604 cerumar@cerumar.com.brÁrea Restrita

A hora da cana transgênica

O cultivo da cana no Brasil está às vésperas de dar o maior salto de toda a história. Na próxima década, com a introdução de novas tecnologias contra pragas e doenças desenvolvidas por empresas como Syngenta, Bayer, Monsanto e Du Pont, a atual produção de 8 milhões de hectares deve saltar para 14 milhões de hectares. Este incremento, além de garantir o abastecimento interno de etanol, alçará o País à condição de grande exportador do insumo.
Neste novo ambiente, para garantir o investimento em inovação, o Brasil terá que repensar a sua legislação de Propriedade Intelectual na área de cultivares. Hoje, no País, o melhoramento das variedades vegetais, convencionais ou transgênicas, é protegido pela Lei 9.456/97de Proteção de Cultivares. O detentor dos direitos pode cobrar royalties sobre os cultivares comercializados, garantindo o devido retorno do seu investimento em pesquisa. As experiências desenvolvidas com outras culturas transgênicas devem balizar a da cana de açúcar. Nos últimos 60 anos, com a introdução de sementes geneticamente modificadas, a produção de soja por hectare triplicou e o do arroz e do trigo cresceram duas vezes e meia. Enquanto isso, a de cana aumentou apenas uma vez e meia. Hoje, mais de 90% da soja plantada no País é geneticamente modificada. Já na cana, onde é baixo o investimento em inovação, sempre que há um ataque de pragas ou doenças a solução tem sido mudar a variedade plantada. Embora o Brasil cultive 35% dos canaviais do mundo, a atual produção de cana não é o suficiente para atender o mercado interno que, com a estabilização econômica, está em franco crescimento. Por isso, a discussão de uma legislação para cultivares deve ser orientada no sentido de garantir a proteção sem, ao mesmo tempo, desestimular novas pesquisas e inovação. Inovação é a orientação estratégica da Syngenta, que se propôs a suprir respostas para os atuais desafios do plantio de cana, como a mecanização, mas também ao desenvolvimento de tecnologias de vigor e produtividade e biotecnologia aplicadas em outras plantas. “A meta é oferecer soluções para que os canaviais sejam mais produtivos e rentáveis e também contribuam de forma significativa com a questão socioambiental. Neste contexto, acreditamos que a mecanização do plantio é um dos grandes desafios do setor. O passo mais recente – e relevante – da empresa no sentido de suportar o setor neste desafio é a Tecnologia Plene, alternativa mais sustentável para o plantio da cana e resultado da vocação e orientação da empresa à inovação, e seu know how sobre defensivos, sementes e biotecnologia.”, comenta Daniel Bachner, Diretor Global de cana-de-açúcar da empresa.
A pressão interna por combustíveis menos poluentes deve aumentar significativamente nos próximos anos, mesmo com as descobertas do pré-sal. Hoje, mesmo com a queda das barreiras comerciais norte americanas para a importação do etanol, o Brasil não tem álcool para exportar. Mas com o aumento da produção poderá aumentar a quantidade de álcool na gasolina e exportar a mistura. Esta gasolina, com redução de CO2, pode ser uma grande bandeira para um combustível ambientalmente mais correto.

Daniel Bachner, Diretor Mundial de Cana de Açúcar da Syngenta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


3 − dois =