(47) 3520-6604 cerumar@cerumar.com.brÁrea Restrita

De onde surgem as IDEIAS?

Você já parou para pensar de onde vieram os objetos que usa no dia a dia? Grande parte deles surgiu de alguma dificuldade. E o Brasil está lotado de pessoas que tornaram suas frustrações em algo útil: só em 2009, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi )registrou mais de 25 mil pedidos de patentes. Esses inovadores serão homenageados nesta quarta-feira, quando se comemora o Dia do Inventor Brasileiro.

José Rodrigues de Resende, 40, conhecido em Central de Minas, no Leste mineiro, onde vive, como Zé Batata, colocou a criatividade em prática porque precisava agilizar o trabalho. E, no ano passado, criou uma “descamadora”de peixes – serviço que faziam anualmente. Além de reduzir o tempo gasto no trabalho em três vezes, ele conseguiu o prêmio Criatividade Rural 2009 da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater MG).
O inventor sabe na ponta da língua de onde surgiu esse e vários outros inventos: “A necessidade é a mãe de todas as invenções”, filosofou. O consultor e palestrante sobre criatividade e inovação Antônio Carlos Teixeira da Silva concorda. “Todo ser humano tem criatividade. As ideias surgem da necessidade de melhorar o que já existe ou simplificar o seu uso. Elas podem vir espontaneamente ou por demanda, mas é preciso haver o sentimento de que aquilo é necessário”, afirma.
Dificuldades mesmo quem passou foi o aposentado Antônio José de Carvalho, 53. Ele patenteou 44 inventos e jura que todos surgiram após algum “aperto”. “Há situações que fazem a gente procurar meios de resolver. Aí a gente acaba criando algo que não existia”, explica. Desde o ano passado, por exemplo, ele não vive mais o “inconveniente” de ter quefazer ovo cozido com casca. “Sempre que eu cozinhava, ficava irritado de ter que fazer o ovo com casca e descascar depois de pronto. Inventei umas formas onde coloco o ovo descascado, e ele cozinha em banho maria”, comemora.
Cansado de ter que alertar as duas filhas que elas estavam com a postura incorreta na frente do computador, Gilbert Salazar Batista criou o monitor postural. O objeto é colocado na cintura das meninas e, quando elas ficam com a postura inadequada, começa a vibrar. “Foi uma ideia meio no estalo. Não aguentava mais ter que ficar alertando toda hora que elas estavam encurvadas”, conta. Agora que patenteou o produto, ele espera conseguir ganhar dinheiro com o invento. A expectativa é que uma empresa se interesse em produzi-lo em grande escala para comercialização. Mas não basta inventar. É preciso provar que uma ideia é nova e registrá-la para receber os méritos. “É muito comum as pessoas não darem atenção ao projeto que têm e, por isso, perderem para outras pessoas ou até empresas que tomam a ideia como se fosse delas”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Inventores, Carlos Mazzei. O primeiro passo para evitar o problema é fazer uma Pesquisa na internet para confirmar se o invento de fato não existe. Depois, é necessário registrar uma patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi ).A Associação Nacional dos Inventores (www.inventores.com.br) oferece assessoria para quem quer registrar uma ideia nova. O valor cobrado varia conforme a demanda.As dúvidas podem ser tiradas pelo telefone (21) 2139-3638.

Brasília, 31 de outubro de 2010
O Tempo – ARAXA/MG
INPI

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


cinco + 4 =