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Em meados desta década, vamos estar muito melhor

Ex-ministro de Ciência e Tecnologia diz que base de aproximação com empresas foi lançada, o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende é otimista a respeito do desenvolvimento da inovação no Brasil. Ele enxerga uma grande transformação na pesquisa tecnológica dentro das empresas, a partir dos incentivos governamentais como a subvenção e as compras públicas. Além disso, Rezende enxerga a formação de uma massa crítica de pesquisadores, que deve dar um salto na produção científica do país e aposta no pré-sal como um instrumento chave para o desenvolvimento de uma economia inovadora no país. De volta ao Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco, depois de uma semana de descanso, Rezende diz que ainda vai atuar no apoio à ciência e tecnologia de seu estado natal, mas apenas como conselheiro.”Vou dar muito apoio em termos de gestão e articulação, mas minha base é na universidade.” Qual foi a ação mais importante para a inovação durante seu período como ministro? O maior avanço da nossa gestão foi a criação da subvenção econômica para pesquisa, desenvolvimento e inovação, possibilitada pela Lei da Inovação, regulamentada em 2005. A partir disso, o governo pode legalmente colocar recursos públicos bem empresas sem exigir o dinheiro de volta. Antes da lei, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) emprestava para as empresas fazerem inovação, mas elas tinham de pagar de volta; e o BNDES não tinha ainda financiamento para projetos, só para infraestrutura.
O que falta para que a cultura de inovação cresça ainda mais nas empresas brasileiras? A subvenção foi o grande avanço, mas não é o suficiente. Também avançamos no incentivo fiscal, com a Lei do Bem, aprovada em 2006. Ainda precisamos que o lado das universidades e centros de pesquisa também este ja articulado com as empresas.
Para isso, começamos a implantar o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). Esse conjunto: subvenção, incentivo fiscal e Sibratec vai produzir um efeito de forma gradual da mudança de cultura. Quando uma empresa começa a ser mais competitiva porque está inovando, serve de exemplo para outras.
O Brasil ampliou o número de doutores formados, mas ainda recebe críticas quanto à qualidade. Como resolver isso? Acho que em meados desta década vamos estar muito melhor que hoje. Estamos formando hoje 13 mil doutores por ano. Mas não é a quantidade que está comprometendo a qualidade. O que compromete a qualidade é a falta de produção. Ainda há dificuldades burocráticas para comprar material de pequisa e falta de matéria prima de melhor qualidade.
Em muitos cursos de pós-graduação até sobra vagas, porque não formamos jovens em quantidade suficiente.

ENTREVISTA SÉRGIO REZENDE
Paulo Justus
Brasília, 18 de janeiro de 2011
Brasil Econômico/BR
Inovação

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