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Evento internacional debate pirataria

O mercado internacional de produtos falsificados, que movimenta mais de US$ 600 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) por ano, em todo o mundo, foi o foco de um encontro mundial no Recife. Policiais de todo o País e especialistas americanos estiveram na cidade para participar da I Cúpula de Propriedade Intelectual e Pirataria do Brasil. A iniciativa, liderada pela Secretaria de Defesa Social e pelo Consulado Americano, terminou ontem com debates importantes sobre identificação industrial de produtos, direitos de propriedade intelectual e investigações online. O evento aconteceu no Hotel Atlante Plaza, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, e foi restrito a policiais.
Temos desenvolvido um trabalho voltado para a repressão dos grandes produtores de pirataria no Estado e desde 2007 contamos com uma unidade exclusiva para enfrentar esses delitos, a Delegacia de Combate aos Crimes contra a Propriedade Imaterial, explicou o chefe de Polícia Civil, Manoel Carneiro, que abriu o evento aolado do secretário de Defesa Social, Wilson Damázio.
Entre os convidados internacionais estavam policiais americanos de diferentes agências. O detetive Rick Ishitani, do Departamento de Polícia de Los Angeles, revelou que, assim como no Brasil, o grande mercado atual da pirataria está nos DVDs falsificados.
Até o narcotráfico está perdendo espaço para a pirataria de filmes. Devemos considerar que apenas uma parte pequena da população utiliza drogas, mas a maioria gosta de ver filmes, sobretudo os que acabaram de estrear no cinema. Isso está fazendo com que o crime organizado migre para a pirataria e deixe os narcóticos em segundo plano, em Los Angeles , avaliou o detetive.
Ishitani detalhou que tudo é uma questão de mercado. Para produzir uma dose de droga, o traficante investe US$ 1,50 e ganha US$ 5. Na pirataria, para os mesmos US$ 5, ele aplica apenas US$ 0,33. Do lado do consumidor, um pai de família gastaria US$ 60 para levar a família ao cinema. Comprar o DVD e ver em casa é dez vezes mais barato , concluiu o policial americano.
A pirataria também é uma grande preocupação para o FBI, a Polícia Federal americana. De acordo com o agente Michael Poston, os federais concentram esforços na detecção de grandes redes internacionais de distribuição. Medicamentos, ferramentas e peças de carros e aviões.

Brasília, 24 de setembro de 2010
Jornal do Commercio PE – Recife/PE
Conselho de Combate à Pirataria

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