(47) 3520-6604 cerumar@cerumar.com.brÁrea Restrita

Faltam recursos para criar patentes

Genebra – O dinheiro destinado à pesquisa científica no Brasil não está sendo eficiente em criar inovação e patentes. Levantamento publicado na quarta-feira pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual indicou que, para cada US$ 1 milhão investidos em pesquisa no Brasil, apenas 0,2 patentes são criadas. Na China, a eficiência é 10 vezes maior. Para cada US$ 1 milhão dado para a ciência, duas patentes são criadas.
O país onde a taxa é a mais alta é a Coreia do Sul, com 3,2 patentes por cada US$1 milhão investidos.O Japão vem em segundo lugar, com 2,4 patentes, seguido exatamente pela China.
O Brasil também não é um país que detém um número de patentes equivalente ao peso de sua economia, outro indicador de que a inovação não tem ocorrido. Para cada US$1 bilhão de Produto Interno Bruto (PIB), a Coreia do Sul tem 103 patentes. No Japão, a taxa chega a 82 patentes, contra 26 na China.
No Brasil, para cada US$1 bilhão de PIB, o país gera apenas 2,3 patentes. Isso deixa o Brasil na 48ª posição no ranking. Grécia, Turquia, Chile e Romênia superam o Brasil por esse critério.
Atualmente, 6,7 milhões de patentes estão em vigor no mundo todo, com americanos e japoneses controlando quase metade delas. Já o Brasil tem apenas 29 mil patentes, uma fração da inovação produzida nos países ricos.
Em 2008, o registro de pedidos de patentes no Brasil fez com que o INPI fosse o 12º maior receptor de pedidos – cerca de 21,8 mil. Mas o número ainda é apenas 5% do volume de pedidos de patentes no mesmo ano nos Estados Unidos e apenas um terço das patentes registradas no mesmo período no México. O Brasil também pediu o registro internacional de menosde500 patentes,número inferior ao da Irlanda, Finlândia e Nova Zelândia. Já a China ganha espaço: recebeu mais de 10 vezes o número de pedidos de patentes
que o Brasil.
Enquanto a crise mundial fez cair pela primeira vez o número de registros de patentes no mundo, a China sofreu uma alta de 29%. Em 2009, já superou toda a Europa e tem 289 mil patentes aplicadas. No restante do mundo, a queda no registro de patentes por conta da crise financeira foi de 2,7%, a primeira retração em quase uma década. (AE)

Brasília, 18 de setembro de 2010
Diário do Comércio – MG – Uberlândia/MG
INPI

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


7 − seis =