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Inovação pede a atenção da iniciativa privada

Entre 1992 e 2000, as empresas responderam por 74% dos pedidos de patentes depositados no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi ), segundo levantamento da Prospectiva Consultoria, que comparou os dez grupos empresariais e as dez universidades com mais tradição em pesquisa e desenvolvimento no país. No período seguinte de nove anos, contudo, se observa uma inversão radical desse quadro. De 2001 a 2009, segundo a mesma pesquisa, a participação das universidades subiu para 61%, enquanto a das empresas recuou para 39%. “As universidades perceberam que poderiam ganhar dinheiro comas patentes”, explica Ricardo Camargo Mendes, sócio da Prospectiva. “Mas há poucas empresas que apostam no modelo de negócios baseado na inovação pura.” Um quadro obviamente preocupante, por demonstrar o pouco interesse das empresas nacionais em investir em pesquisa e desenvolvimento.
Mas, otimista, Sérgio Rezende, ex-ministro da Ciência e Tecnologia no governo Lula, tem outra leitura dos dados. Ele vislumbra grandes transformações neste quadro como fruto dos incentivos governamentais, aliadas à formação de uma massa crítica de pesquisadores que dará novo impulso à produção científica brasileira. O pré-sal, segundo o ex-ministro, deverá ser um instrumento-chave no estímulo de uma economia inovadora no país. É fato que,mesmo coma boa fase vivida pela economia brasileira e a crise nos países mais ricos, a evasão de cérebros continua e compromete a produção científica nacional.
“É preciso ter laboratórios capacitados para desenvolver as pesquisas, e isso ainda é muito precário em território nacional”, diz Miguel Nicolelis, considerado pela revista Scientific American um dos 20 cientistas mais importantes do mundo.
Brasileiro e professor da Universidade de Duke, nos EUA, Nicolelis usa seu prestígio internacional para trazer investimentos em educação ao país, como o Instituto Internacional de Neurociências de Natal, criado com recursos da Fundação Safra. Como Nicolelis, as empresas também criam mecanismos para tentar promover a qualificação de mão de obra e o desenvolvimento de tecnologia nacional, ciente de que o governo, por si só, não será capaz de resolver a questão coma urgência necessária.

Brasília, 18 de janeiro de 2011
Brasil Econômico/BR
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