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Inventar é ação que combina com Bauru

A cidade está na lista dos 45 bolsões brasileiros de inovação. O ranking foi elaborado pela revista “Pequenas Empresas & Grandes Negócios”, em parceria com o Instituto Inovação, o Sebrae e o IBGE. Agência Bom Dia. Aos 13 anos o empresário Alexandre Carlos Guedes, 37, começou a instalar alarmes em carros. O ramo automotivo é uma das paixões profissionais da vida dele. A outra é a invenção. Ele juntou as duas e hoje é um homem de negócios em pleno crescimento. O estilo simples, a camiseta e a calça jeans escondem uma trajetória surpreendente de sucesso. Já adulto, ele virou dono de uma loja de acessórios e não se conformava em precisar furar a lataria para instalar as travas elétricas nos carros populares. Percebeu o nicho de mercado e colocou a mão na massa. Alexandre criou uma trava elétrica que encaixa na fechadura. Fez cursos e produziu protótipos até chegar ao modelo final e abrir uma empresa junto com o sócio Gilson José Donato, 42, um velho amigo. A primeira providência foi patentear a invenção, em 2004, mesmo ano da fundação da Tragial, a empresa dos dois. Começaram em duas salas localizadas na frente da casa da mãe de Gilson. Hoje têm 45 funcionários e ocupam um galpão de 900 metros quadrados. Estão na fase final da construção da fábrica nova, no Distrito Industrial, que terá três mil metros quadrados. Alexandre não sossega. Até seis meses atrás ele era, sozinho, o setor de desenvolvimento da empresa. Agora tem colaboradores. Trabalha na criação de travas e vidros elétricos para caminhões. Com sua criatividade e espírito empreendedor, o empresário ajuda a colocar Bauru na lista dos 45 bolsões brasileiros de inovação. O ranking foi elaborado pela revista “Pequenas Empresas & Grandes Negócios”, da Editora Globo, em parceria com o Instituto Inovação, o Sebrae e o IBGE. Mostra as cidades que mais geram patentes no país. Alexandre percorreu o caminho correto indicado por especialistas para que a sua invenção desse certo. Contou com a assessoria prestada pelo Sebrae, registrou a patente no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), e, junto com o sócio, até hoje acompanha de perto a linha de produção e a distribuição dos produtos. São 40 mil travas elétricas por mês para concessionárias de todo o Brasil. As peças também vão para uma grande montadora. A empresa exporta para países como a Argentina, o Chile, a Venezuela e a Colômbia. Ano passado, a empresa cresceu 26%. Para este ano a previsão é de 30%. Mas a vida de inventor tem também suas pedras no caminho. Depois de colocar sua trava elétrica no mercado, a Tragial foi copiada por chineses e por uma grande empresa. Mesmo acionados na Justiça, os copiadores não deixaram de produzir peças similares. Pardal /Procurada pelo BOM DIA, uma funcionária de empresa especializada em registrar patentes não se espantou com a presença de Bauru na lista das cidades inovadoras. “Aqui tem até o Professor Pardal”, lembrou. É o pioneiro Sebastião Pereira da Silva, criador de uma pequena empresa para moldagem de gesso e plástico que deu origem à Plasútil. Mais sobre patentes O INPI é autarquia federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O objetivo é criar sistema de propriedade intelectual que estimule a inovação. A sede física fica no Centro do Rio de Janeiro. Registra também marcas, programas de computador, contratosa, desenhos industriais, entre outros. ‘Nenhum produto surge do nada’ “Toda vez que o assunto é desenho industrial, você pensa em produtos novos. A ideia do curso por si só já embute esse conceito de novidade”. Cláudio Roberto Goya sabe o que diz. Afinal, o professor coordena o curso de desenho industrial da Unesp em Bauru. Anualmente são 150 produtos novos criados pelos alunos de programação visual ou projeto de produto (habilitações de desenho industrial) para trabalhos de conclusão de curso. Sem contar as pesquisas de graduação e pós graduação. “Nenhum produto surge do nada. Tem todo um desenvolvimento em cima disso. Se a empresa compra o produto final ela vai aplicar e pronto. Agora se compra o conhecimento, pode aplicar em vários produtos e até criar vários novos em cima daquela tecnologia desenvolvida”. E vem novidade por aí. A universidade vai montar um laboratório de prototipagem, que é uma área de ponta. “Imagine que você tem uma impressora tridimensional. Você projeta no computador e tem uma máquina que vai imprimindo em camadas. O investimento é muito grande, o que significa que o curso está dando um retorno”. Site tem história de invenções brasileiras Ideia do endereço foi do engenheiro eletrônico Antonio Abrantes. As invenções podem ser conferidas no www.redetec.org.br/ inventa brasil 26 de abril foi comemorado o Dia Mundial da Propriedade Intelectual entrevista Marília Buzalaf professora titular do Departamento de Ciências Biológicas da FOB/USP Registrar patente é forma segura de proteger uma boa ideia Qual o caminho a ser percorrido para ter uma patente? Hoje, temos a Agência USP de Inovação. Ela foi criada para facilitar o processo de pedidos de patentes. Dá esse suporte, cobre custos iniciais, orienta. A agência filtra o que recebe para encaminhar ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Também tem objetivo de transferir a tecnologia para uma empresa, o que faz a pesquisa virar produto. Por que isso é importante? Patentear é proteção para uma ideia. Patente dura dez anos e, só depois, cai em domínio público. No laboratório de bioquímica da FOB, temos cinco pedidos de patente encaminhados pela Agência USP ao INPI. Estamos à espera da aprovação.

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