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Negócios em biotecnologia só com patentes

Em biotecnologia, não há a menor possibilidade de se fazer negócios sem propriedade intelectual. A afirmação do presidente do INPI, Jorge Ávila, foi feita no encontro que reuniu, no dia 11 de novembro, representantes de empresas associadas ao Pólo de Biotecnologia do Rio de Janeiro (Biorio). Mesmo com uma legislação restritiva e várias exigências, a recomendação é que se peça patentes no Brasil e no exterior.
A sugestão é compartilhada pela pesquisadora do INPI, Maria Hercília Paim. Mesmo com todas as atuais restrições, ela considera que o pesquisador deve pedir proteção para tudo o que imagine patenteável.
– A reivindicação de prioridade deve ser de A a Z – afirma, acrescentando que, em média, um pedido de patentes só é examinado após seis anos de seu depósito e, neste prazo, uma mudança de legislação é possível.
Em todo o mundo, há problemas com proteção à biotecnologia. No entanto, esta é a área tecnológica mais dinâmica em termos de inovação, considera Ávila. No Brasil, ainda são poucos os pedidos de patentes de biotecnologia (menos de 2% do total no INPI).
Mas o panorama está mudando. Neste ano, das 65 empresas associadas ao Programa Prime (Primeira Empresa) e incubadas, em 2009, na Bio-Rio, 8 já pediram patentes. Para a gerente de negócios da Fundação Bio-Rioassociadas, Fatia Aguiar, este é um resultado excelente, considerando o trabalho de pesquisa e desenvolvimento realizado em apenas um ano.
O Prime foi criado pela Finep para apoiar empresas nascentes no Brasil e que desenvolvam projetos de inovação. No primeiro ano, estas empresas recebem R$ 120 mil, não reembolsáveis, destinados à contratação de técnicos e consultoria de mercado. A BioRio é uma das 17 incubadoras no país responsáveis pela seleção e repasse das verbas.
Em sua palestra, Maria Hercília apresentou um painel do sistema de patentes e seu fluxo processual, enfatizando a importância do relatório descritivo na apresentação das patentes. Como resultado, muitos foram os pedidos para que o INPI promova mais cursos sobre redação de patentes.

http://www.inpi.gov.br/noticias/negocios-em-biotecnologia-so-com-patentes

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