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O desafio de garantir uma educação inovadora

Congresso hoje e amanhã na Fiergs debaterá caminhos para o avanço de países emergentes O evento no qual floresceu o debate que deu ao Rio Grande do Sul uma lei para dar incentivos fiscais a empresas inventivas terá este ano uma atenção especial à educação, área onde organizadores veem a premência de uma guinada para o Estado se inserir de forma competitiva na economia do futuro. O 4º Congresso Internacional da Inovação será realizado hoje e amanhã, na Capital, com o tema O Desafio da Inovação nos Países Emergentes. Entre os cases que poderão ser melhor conhecidos estão o do Um Laptop por Criança, que leva a regiões pobres do planeta acesso a computadores portáteis, e o da portuguesa Escola da Ponte, considerada inovadora por não adotar a separação física por turmas nem faixa etária, optando pelo agrupamento conforme áreas de interesse. Para Ricardo Felizzola, coordenador do Conselho de Inovação e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), o panorama da educação gaúcha preocupa devido à perda da qualidade do ensino, o que compromete a capacidade de gerações futuras serem inventivas. Inovações são sacadas produzidas por conhecimento, tecnologia e ideias que vêm de mentes bem alimentadas e fruto de bom ambiente, não de quem não sabe ler ou fazer contas. Na indústria do conhecimento, o capital humano é o principal diz Felizzola. Apesar de pensar no futuro, a capacitação para o mercado de trabalho atual é outra preocupação, lembra Elisabeth Urban, superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL): Um dos nossos gargalos é a qualificação. O país mudou de patamar e precisa de pessoas mais capacitadas. Serão analisadas políticas para empreender com inovação Como o tema ligado ao desafio da inovação em mercados emergentes, outros painéis vão abordar a situação das empresas, propriedade intelectual e política industrial. No caso brasileiro, serão analisadas as políticas e as dificuldades para empreender de forma inovadora, diz Felizzola, lembrando que as descontinuidades na gestão pública muitas vezes atrasam iniciativas. Um exemplo é a Lei de Inovação. A legislação, que prevê financiar até 75% do ICMS incremental, foi aprovada em junho de 2009 pela Assembleia, mas até hoje só três empresas conseguiram enquadramento e, mesmo assim, não estão se beneficiando porque o novo governo alterou o decreto que regulamenta a lei.O diretor técnico da Secretaria de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do RS, Luciano Andreatta, afirma que houve necessidade de realinhamento à política do governo federal, de definir quais iniciativas são inovação e um mecanismo de acompanhamento após concessão do benefício.

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