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Patenteamento ainda é desafio

A criatividade dos inventores campinenses, entretanto, acaba encontrando obstáculos no momento de patentear os novos produtos. É que o custo para tornar o invento reconhecido e único internacionalmente pode chegar a até R$ 200 mil; processo que muitas vezes se torna inviável diante da necessidade de investimentos também durante a construção dos equipamentos. Por lei (Lei 9.279-96), qualquer pessoa pode proteger de terceiros suas invenções para evitar que outros ganhem lucro em cima de algo que foi descoberto por você. A lei de propriedade industrial garante aos inventores a possibilidade de patentear seus inventos e no Brasil as patentes são concedidas pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi ).
“Na verdade hoje essa é uma grande dificuldade que todos os inventores têm, já que além de recursos para investir na elaboração e construção dos projetos, que muitas vezes perdura por vários anos ou meses, é preciso também lutar para ter esse produto reconhecido e não ter a ideia copiada”, frisou o presidente da Associação dos Inventores do Nordeste, José Muniz. Uma outra inovação campinense que tem atraído a curiosidade das pessoas foi desenvolvida por uma empresa incubada do Parque Tecnológico, em Campina Grande.O equipamento, batizado de “ambiente inteligente”, faz com que vários eletrodomésticos e utensílios de uma residência ou escritório, por exemplo, sejam movidos através de um controle remoto ou da rede mundial de computadores. Com apenas um clique, luzes, ar-condicionado, portas e outros móveis mudam de lugar em instantes. A ideia surgiu do empresário Adilson Barros, proprietário do empreendimento. “De qualquer local onde a pessoa estiver, ela pode ter acesso a um controle virtual com todas as funções da sala”, explicou. (JPM) PB está entre os Estados líderes de projetos A Paraíba é um dos Estados do país que mais aprovaram projetos inovadores através do Programa Primeira Empresa Inovadora (Prime). Até o final do ano passado, por exemplo, quase 100 empreendimentos paraibanos tinham sido enquadrados no programa através da Fundação Parque Tecnológico (Paq- TcPB), localizada em Campina Grande; perdendo somente para instituições de Santa Catarina e Minas Gerais.A expectativa é de que os projetos inovadores gerem cerca de R$ 11,7 milhões em investimentos no Estado da Paraíba nos próximos anos. A produção de novos produtos e a criatividade dos paraibanos é tanta que o parque tecnológico recebeu mais de 200 propostas de projetos e empreendimentos desenvolvidos por empresas do Estado, sendo que a Paraíba obteve o maior índice de aprovação, com 64 empresas, assim distribuídas: 42 empresas de Campina Grande, 16 de João Pessoa, duas de Cabedelo, duas de Patos, uma de Caraúbas e uma de Puxinanã, representando um percentual de 65% do total. Já os Estados do Rio Grande do Norte e Alagoas alcançaram o número de 20 e 8 empresas aprovadas, representando um percentual de 20,4% e 8,2%, respectivamente. Também foram aprovados projetos do Ceará, Rio de Janeiro e Bahia. “Os números são promissores, a fundação, ao longo de20 anos de sua operação,apoiou 70 empresas e, em apenas dois anos (2008-2009) atinge 120 empresas apoiadas. Esse salto, bastante significativo é fruto de uma trajetória histórica, de um conjunto de parcerias importantes, das universidades qualificadas localizadas no Estado e das políticas públicas federais ora vigentes”, discorreu a presidente do PaqTcPB,

Francilene Garcia.
De acordo com ela, as modificações das estruturas sociais, aliadas às mudanças no comportamento das pessoas e no próprio ambiente criam a necessidade do surgimento de novos empreendimentos. “A nova geração de empresas que surge no Estado da Paraíba demanda por ambientes mais adequados, contemplando instalações e outras facilidades de infraestrutura, comunicação e logística para os novos negócios inovadores consorciados.
Em Campina Grande, este ambiente será possível com a implantação do Centro de Inovação e Tecnologia Telmo Araújo – CITTA. É nessa nova geração de empresas que se alicerça o futuro do desenvolvimento econômico e social de cidades como Campina Grande”, observou a pesquisadora.

Brasília, 26 de setembro de 2010
Jornal da Paraíba – Campina Grande/PB
INPI

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