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Política de incentivo

No mercado global do século 21, a lei é inovar ou fracassar. Não existe outra opção. O Brasil, que vinha perdendo em competitividade diante de nações desenvolvidas e até diante de seus parceiros do Bric, deu agora um passo fundamental no caminho do desenvolvimento com as medidas anunciadas pela presidente Dilma Rousseff de incentivo à inovação. O lançamento do Plano Brasil Maior, cujo slogan é Inovar para competir. Competir para crescer, revelou forte vontade política por parte do governo federal para mudar o panorama nacional. O Brasil até agora se mostrou um país acanhado em matéria de inovação, investindo pouco em inteligência criativa e estimulando timidamente a pesquisa. Portanto, na contramão do século 21, no qual as nações devem seu crescimento em grande parte ao investimento em inteligência e inovação. O anúncio da linha de crédito do BNDES de R$ 2 bilhões para ampliar a carteira de inovação neste ano, com taxas de juros de4%a5%ao ano, sinaliza vontade de mudança e a possibilidade de voltar a competir no mercado com produtos brasileiros em médio e longo prazos. O Brasil perdeu terreno em inovação tecnológica na comparação internacional, segundo dados recentes da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Apesar de a economia brasileira ter crescido em 2010, os pedidos nacionais de patentes internacionais caíram 14,4%, enquanto na China progrediram em 56% e na Coreia, em 20%. Soma-se a isto o fato de o número de patentes que viraram produtos e foram comercializadas no Brasil quando só então se poderá falar em inovação e negócio ser baixíssimo, alcançando apenas 0,5% do total.
Ainda hoje, a maioria das empresas brasileiras, por falta da cultura da inovação, continua buscando novas tecnologias no Exterior,em vez de utilizar os projetos produzidos aqui mesmo no país. No ambiente atual de negócios hiper competitivos, as empresas que não inovam estão fadadas a perder competitividade comercial, o que pode até comprometer o futuro comercial das organizações. A bola da vez em termos de gestão no Brasil é a inovação. A sorte está lançada. As medidas anunciadas pela presidente Dilma Rousseff sinalizam possível mudança neste cenário. Se bem utilizadas, talvez possam inserir o Brasil, em médio e longo prazos, no ranking global de nações desenvolvidas. Mas é preciso que as empresas também façam o dever de casa, ampliando sua cultura nesta área.

Paulo Afonso Pereira
Ex-presidente do INPI
Zero Hora – Porto Alegre/RS
Marco regulatório | INPI

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