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Região responde por 28% dos pedidos de patente

Levantamento realizado pela Agência de Inovação da Universidade Estadual de Campinas (Inova Unicamp) mostra que as empresas da região de Campinas fizeram 55 pedidos de patentes no US Patent and Trademark Office (USPTO), organismo americano que é referência mundial no assunto. Os pedidos, registrados em 2007, representaram 28% das patentes internacionais de São Paulo e 15% das patentes do Brasil depositadas na agência norte-americana e mostram que, apesar de o número ser importante, as empresas ainda estão longe de se equiparar aos institutos de pesquisas. Somente a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) faz cerca de 50 pedidos por ano e tem, atualmente, 585 patentes vigentes junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi )e a organismos internacionais.
Entre 2001 e 2007, segundo os últimos dados disponíveis, o conjunto dos 90 municípios da região de Campinas depositou 296 pedidos nos Estados Unidos.
Embora o setor empresarial invista mais que o dobro da média brasileira em inovação, pesquisa e desenvolvimento, o número de registros ainda é pequeno, disse o coordenador do Sistema Local de Inovação, Eduardo Gurgel do Amaral, que coordena hoje, no CPqD, workshop que discutirá as diretrizes estratégicas do projeto de ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento socioeconômico da região.
Se pensarmos em termos de Brasil, o número de pedidos
de patentes nos Estados Unidos pelas empresas da região é significativo, mas se compararmos com outros países, é insignificante , afirmou o coordenador da pesquisa, Domenico Feliciello. A cultura de investimentos em ciência e tecnologia pelas empresas é recente. Se quiserem crescer, é nessa linha que terão que caminhar. Ou as empresas se modernizam ou começarão a perder mercado , afirmou.
O diretor da Icamp, Marcas e Patentes, Adauto Emerenciano, disse que é comum as empresas pedirem registros no mercado internacional, mas que o volume de patentes não reflete o que de fato as empresas estão produzindo. Muitas desenvolvem tecnologia e inovação para solução de problemas locais e fazem o registro apenas no Brasil, o que representa a maioria dos casos , afirmou. As empresas precisam investir mais em pesquisa e por isso é importante a integração com as instituições.
No workshop serão discutidas estratégias para a consolidação dos parques científicos e tecnológicos na região e do Sistema Local de Inovação. A proposta do encontro é desenhar estratégias e ações para a criação dos parques e para a sua integração para potencializar sua atuação sobre o desenvolvimento econômico regional. O seminário terá início as 13h e também terá participação do professor do Instituto de Economia da Unicamp, Carlos Américo Pacheco, e do especialista em parques tecnológicos e desenvolvimento regional, Roberto Spolidoro.

Brasília, 25 de outubro de 2010
Correio Popular – Campinas/SP
INPI

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