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Tecnologias buscam aprimorar procedimentos psiquiátricos

Hospital Psiquiátrico: objetivo era criar condições para que tecnologias de informação e comunicação proporcionassem melhorias na interação, na comunicação e no registro de ações entre profissionais.

Pesquisadores da UFSCar, em colaboração com a Microsoft Research, desenvolveram sistemas a partir da rotina de um grupo de profissionais de hospital.

São Paulo – As rotinas de uma equipe do Centro de Atenção Integral à Saúde (Cais) Clemente Ferreira, hospital que atende indivíduos com distúrbios neurológicos e psiquiátricos em Lins, no interior de São Paulo, foram transformadas com o uso de tecnologias desenvolvidas em uma pesquisa realizada com apoio da FAPESP no âmbito de um acordo de cooperação com a Microsoft Research.

O trabalho consistiu na concepção e no desenvolvimento, em conjunto com os profissionais do hospital, de soluções tecnológicas adequadas ao fluxo de trabalho da instituição, no processo de ressocialização dos pacientes, em sua maioria residentes.

“Trata-se de um ambiente diferente do hospitalar convencional, onde o paciente pode chegar em estado grave, correndo risco de morrer. Aqui o paciente chega para aprender a viver, já que ele passa a maior parte de sua vida convivendo com os profissionais, criando vínculos afetivos. Essas características particulares, entre outras, devem ser respeitadas e consideradas no design de sistemas computacionais”, disse Junia Coutinho Anacleto, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), pesquisadora responsável pelo projeto “Um ambiente culturalmente contextualizado para a interação natural e flexível de apoio ao processo de ressocialização em um contexto hospitalar para pacientes crônicos”.

Iniciado em junho de 2011, o estudo foi desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Computação do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET) da UFSCar em colaboração com colegas do Departamento de Engenharia de Computação e Elétrica da University of British Columbia, no Canadá.

O trabalho se concentrou na rotina de uma equipe formada por uma fisioterapeuta, uma enfermeira, uma fonoaudióloga, uma assistente social, uma terapeuta ocupacional e um técnico de serviços gerais, em conjunto com a diretoria do hospital.

O objetivo era criar condições para que as tecnologias de informação e comunicação (TICs) proporcionassem melhorias na interação, na comunicação e no registro das ações entre os profissionais, com impacto na qualidade do trabalho e na vida dos pacientes.

 

Fonte: exame.abril.com.br

 

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