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Vivo será a marca única da Telefônica depois da Fusão

Nome herdado da controladora espanhola deve ser usado de maneira institucional, como acontece hoje com a Telesp, comprada na privatização das teles Wilian Miron / Agências SÃO PAULO – O nome “Telefônica” está com os dias contados para as operações do grupo espanhol no Brasil. Segundo o presidente da Vivo, Roberto Lima, o nome da operadora de celular vai prevalecer tanto na telefonia móvel quanto na fixa depois da conclusão do processo defusão entre a Telesp, de telefonia fixa, e a Vivo, que detém 30,2% do mercado de celular do País.
A adoção do nome da operadora de celular, em todas as empresas de telefonia do grupo espanhol do Brasil, foi decidida porque a Vivo é considerada uma das marcas mais valiosas e de maior aceitação entre os consumidores brasileiros. Segundo fontes do setor, manter o nome Vivo seria estratégico para a Telefónica também por conta do tamanho do mercado brasileiro de telefonia celular, considerado o quinto maior do mundo. Neste caso, o nome Telefônica ficaria relegado a uso institucional, como acontece hoje com a marca Telesp, nome usado pela operadora antes da privatização do sistema Telebrás, em 1998.
Hoje o negócio quedará aos espanhóis o poder de unir as operações está sob avaliação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e, segundo Lima, deve ser aprovado antes do final deste ano, provavelmente em outubro. “Acredito que não haverá problema algum para a conclusão do processo”, disse o executivo, e comentou que acredita em uma aprovação integral do negócio “sem que a Anatel imponha alguma restrição à operação”.
Desde a compra da participação dos 50% que a Portugal Telecom (PT) tinha na Brasilcel, controladora da Vivo, por 7,5 bilhões de euros, a Telefónica da Espanha decidiu abrir uma exceção em seus planos comerciais para a operação brasileira da companhia e manter o nome da operadora de telefonia celular ao invés de implantar a marca Movistar, já adotada em outros países, como a Argentina, por exemplo.
Ao mesmo tempo em que os espanhóis compraram o Controle da Vivo, a PT divulgou outro negócio que deve ser resolvido até dezembro: a entrada da PT na Oi, com a aquisiçãode22,4% do capital da empresa, num investimento de 3,7 bilhões de euros. Valor Não é à-toa que a Telefónica resolveu investir alto para levar a parte da sócia portuguesa na Vivo: atualmente a operadora tem mais de57 milhões de clientes em todo o Brasil e cobre 89,7% dos municípios brasileiros com serviços de voz, e por isso não se vê ameaçada pela disputa entre TIM e Claro, que se digladiam pela distante vice-liderança do setor de telefonia móvel.
Outro motor de crescimento da empresa é a venda de pacotes de dados, impulsionada pela forte expansão da tecnologia de terceira geração (3G), implantada no País. “Queremos levar o 3G a quatro cidades por dia, até o final do próximo ano”, comenta o presidente da Vivo, sobre o projeto da empresa de instalar infraestrutura para telefonia 3G em 2.242 cidades até o final de2011 – pelos últimos números divulgados pela operadora, sua cobertura de terceira geração atende 63% do território brasileiro, com antenas de 3G instaladas em 655 cidades em todo o Brasil.
Oi
Enquanto no grupo Telefônica – Vivo as bases parecem já estar bem definidas, na Oi a expectativa é de que a oficialização da entrada da PT em seu capital aconteça até meados de dezembro.
A operação, porém, também necessita de uma aprovação da Anatel, fato que justifica a previsão feita ontem pelo administrador do grupo brasileiro de telecomunicações Oi, Otávio Marques de Azevedo, em Bruxelas. “É um processo longo, que pressupõe capitalizações nas diversas empresas da estrutura societária do Grupo Telemar e da Oi”, disse Marques de Azevedo, que integra o conselho de administração da operadora brasileira Oi. Então, antes que a Portugal Telecom se estabeleça como sócia da empresa controlada pelos brasileiros Carlos Gereissati e Sérgio Andrade, da construtora Andrade e Gutierrez, a agência analisará primeiro a saída da PT da Vivo e a transferência de suas ações para a Telefónica, para depois decidir sobre o acordo firmado entre a operadora portuguesa e a Oi.
Marques de Azevedo participou, ontem, em Bruxelas, do seminário sobre as relações de União Europeia e Brasil (UE-Brasil) no domínio da sociedade de informação e mídia. Antes que a PT entre de vez na Oi será preciso que a Telefónica pague ao menos uma parte dos 7,5 bilhões de euros da compra da parte da operadora portuguesa na Vivo. A expectativa do mercado é que esse repasse de dinheiro aconteça até o fim deste mês.
Nos termos do acordo, a PT terá “uma participação relevante” na gestão da Telemar Participações e das suas subsidiárias, e nomeará dois administradores para a Telemar Participações –um dos quais suplente e dois membros efetivos do conselho de administração Tele Norte Leste (TNL).
O nome Telefônica vai deixar de existir: ele se transformará em Vivo depois do término da fusão das operadoras de telefonia fixa e móvel. Enquanto isso, a GVT promete investir R$ 300 milhões no Rio de Janeiro.

Brasília, 23 de setembro de 2010
DCI – Comércio, Indústria e Serviços/SP
Propriedade Intelectual | Marcas

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