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Universidade e empresas se unem para aumentar número de patentes

Polo universitário e centro de tecnologia, Londrina tem poucas patentes concedidas, por distanciamento entre universidades e setor empresarial. Iniciativa pode mudar quadro. Apesar de Londrina ser um polo universitário e de pesquisa, o número de patentes concedidas a pesquisadores locais ainda é modesto. De 2003 a 2011, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) concedeu apenas 11 patentes para a cidade. Os dados constam no Manual de Indicadores de Desenvolvimento 2013, produzido pelo Fórum Desenvolve Londrina. Essa realidade, no entanto, pode mudar a partir do ano que vem. A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em Londrina tomou a iniciativa de chamar empresários para discutir parcerias e uma aproximação universidade-empresa. Projetos de pesquisa voltados para inovação de pequenas e médias empresas podem ser um dos resultados do encontro. Saiba mais Inpi demora a liberar patentes Professor não sabe quantas patentes registrou Segundo o presidente do Fórum, Cláudio Tedeschi, o número de patentes é considerado um dos indicadores mais importantes do desenvolvimento de uma região. Para ele, o desempenho pífio de Londrina nesse quesito segue apenas a tendência do Brasil como um todo. Aqui se dá importância para o desenvolvimento da ciência, mas pouco para a ciência aplicada, diz. Segundo ele, o País investe cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa, o que é um número bom e similar a de países desenvolvidos . Mas isso só resulta em 0,18% das patentes mundiais e isso se deve ao fato das pesquisas serem aleatórias e não voltadas para soluções. Tedeschi afirma que, ao contrário dos países com mais desenvolvimento industrial, o Brasil não cobra nem obriga um direcionamento nas pesquisas. O financiamento científico é farto e aberto, mas as teses de doutorados acabam ficando nas gavetas, sem aplicação prática. Ele, no entanto, vê possibilidades de reverter esse quadro. Pela primeira vez [na cidade], uma universidade convidou empresários para discutirem pesquisas voltadas para as pequenas e médias empresas: isso é inédito e nos dá esperança de que as coisas possam melhorar. Segundo a professora de Gestão e responsável pelo programa de empreendedorismo da UTFPR em Londrina, Andrea Maria Baroneza, a possibilidade de adequar as pesquisas às necessidades do empresariado foi discutida no último Encontro Empresarial, promovido pela universidade na terça-feira passada. Os encontros querem estimular a relação universidade-empresa e serve para fazermos ajustes de posicionamento. E essa discussão de pesquisas voltadas para o mercado foi uma das necessidades que mais se destacaram no encontro , conta. De acordo com ela, serão necessários novos encontros e mais discussões, mas a expectativa é positiva.

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